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A víbora do mar - capítulo 34 - A neta de sangue

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A noite estava estrelada, não tão bonita quanto acontecia no período noturno do interior, porém parecia bastante brilhante para a poluição urbana. O fluxo de veículos não era ouvido no alto da cobertura, então era possível fingir que não se estava na badalada capital dos mares.           Mel não tinha conseguido se concentrar em seu livro por muito tempo. Vez e outra seus pensamentos eram invadidos pela imagem da pirata atirando contra a serpente. Nem lembrava ter visto a cabeça da cascavel dilacerada, apenas o som do estampido e o olhar da esposa em seu controle total. Não sabia que a arrogante mulher era tão boa com armas, pois a distância que estava para alguém inexperiente seria um desafio grande acertar o alvo. Ainda não agradecera a Lacassangner pelo o que ela tinha feito, na verdade ficará tão chateada quando Marina falara sobre os comentários do povoado que apenas se concentra em sua raiva, esquecendo da gratidão que sentia por...

A víbora do mar - capítulo 33 - desejo e fúria parte 2

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A respiração da Lacassangner estava tão acelerada que se ouvia nitidamente. Os corações de ambas as amantes pulsavam no mesmo ritmo, como se ansiassem por unirem-se na mesma canção. Encararam-se... A tenente parecia confrontá-la, desafiá-la em seu poder, mesmo que soubesse estar tão entregue quanto à pirata. Samantha parecia perdida em meio a sensações tão avassaladoras que temia desfalecer no toque da jovem mulher. Seu corpo vibrava e seus sentidos saiam do controle.            Mel não cessou os movimentos, parecia furiosa e ainda mais excitada por senti-la tão sua naquele momento. Seu próprio sexo latejava como se implorasse pela redenção que parecia tão perto agora.  Samantha pronunciava palavras soltas e frases desconexas, mas a pequena sílaba que representava o nome da herdeira do duque fora pronunciada infinitas vezes. Em um derradeiro lapso de força, a filha do Serpente gritou e deteve os movimentos da militar. ...